Glossário

A





Amido - é usado como excipiente farmacêutico primário em formas farmacêuticas sólidas onde pode ser utilizado como agente aglutinante, diluente e desintegrante. As suas vantagens são o baixo preço e a alta biocompatibilidade. A desvantagem é a baixa performance quando se necessita maior desempenho do excipiente. 


Como diluente, o amido é usado para preparação de dispersões sólidas de corante ou pré-mistura de fármacos potentes para uso no processo de mistura. O amido também é utilizado como carga para preenchimento de cápsulas duras.

Em formulações via úmida, o amido em goma pode vir na concentração de 5-25% p/p. Neste caso, é usado como ligante ou aglutinante nos processos de granulação. Neste processo, o amido tem uma etapa anterior que é a formação da goma. Esta etapa encarece e aumenta o tempo de processamento. O amido como aglutinante pode dificultar a desintegração do comprimido ao longo do tempo devido à perda de água. Contudo, isso pode ser contornado no processo de desenvolvimento. Por exemplo, garantir uma umidade residual e utilizar embalagens com menor permeabilidade ao vapor d´água. O estudo de estabilidade deve ser executado em estufa termorregulada sem umidade para testar a eficiência da formulação e da embalagem.

Embora atualmente pouco comum, o amido pode ser usado como desintegrante de comprimidos na concentração de 3-25%p/p. Neste caso, deve-se ter o cuidado porque o amido pode gerar descabeçamento (formação de camadas que se separam devido à falta de liga na massa comprimida, principalmente na parte de contato com a punção de compressão) e friabilidade ao comprimido. Portanto, deve-se evitar altas concentrações e balancear com excipientes de melhor compressibilidade, como a celulose microcristalina. A desintegração é favorecida pela elevada energia superficial que promove rápida e forte hidratação.

Quando a formulação envolve fármacos caros, o uso de excipientes baratos, como o amido, torna-se questionável. Entretanto, quando se trata de fármacos de baixo valor agregado, as formulações com amido são essenciais para reduzir custos. O amido em formulação foi sempre questionado quanto a problemas de contaminação microbiológica, porém, sabe-se hoje que isso ocorria por falta de boas práticas de fabricação.



Amidoglicolato de sódio - Desintegrante (excipiente que auxilia a ruptura do invólucro em cápsulas ou desagregação do comprimido, facilitando a distribuição de seu conteúdo) para cápsulas e comprimidos. Utilizado entre as concentrações de 2 a 8%.
B
C
Cloridrato de ivabradina -  Tratamento sintomático da angina pectoris crônica estável. Ivabradina é indicada no tratamento sintomático da angina pectoris crônica estável na doença arterial coronariana de adultos com ritmo sinusal normal e frequência cardíaca ≥ 70bpm. Ivabradina é indicada: - em adultos intolerantes ou que apresentem contraindicação ao uso de betabloqueadores. - ou em combinação com betabloqueadores em pacientes inadequadamente controlados com a dose ótima de betabloqueadores.  Tratamento da insuficiência cardíaca crônica A ivabradina é indicada no tratamento da insuficiência cardíaca sistólica de classe NYHA classe II à IV (Classificação Funcional da Associação de Cardiologia de Nova York) nos pacientes com ritmo sinusal e frequência cardíaca ≥ 70bpm, em combinação com terapia padrão incluindo betabloqueadores ou quando os betabloqueadores são contraindicados ou não tolerados, reduzindo sintomas, mortalidade cardiovascular, mortalidade por insuficiência cardíaca e hospitalização devido à piora da insuficiência cardíaca.

Celulose Microscristalina -  Aplicações tecnológicas ou em formulações farmacêuticas. A celulose microcristalina é largamente utilizada em produtos farmacêuticos para formulações de cápsulas e comprimidos de uso oral. No processo de fabricação pode tanto ser usado na granulação por via úmida como na compressão direta. Em adição ao seu uso como diluente, a celulose microcristalina também pode ser usada como agente lubrificante e desintegrante. Propriedades muito necessárias numa formulação. A celulose microcristalina pode também ser utilizada em produtos cosméticos e alimentos.

Copolímero de polivinil - Empregado na fabricação de membranas para sistemas transdérmico


Corante Azul FDC no. 2 laca de alumínio - O Anil é um corante de fórmula C16H10O2N2. É uma tintura importante com uma cor azul própria (ver Anil). É uma combinaçãoheterocíclica. O composto químico que constitui a tintura do anil é chamado indigotina. Os antigos extraíram a tintura natural de diversas espécies de planta entre as quais a Indigofera anil. Mas quase todo o anil produzido hoje é sintético. Entre outros usos tornou-se famoso por dar a cor às calças "Jeans". O do anil usado em alimentos é listado nos EUA como o Azul FD&C No. 2.
D
Diabetes mellitus não insulino-dependente (Tipo 2 ou diabetes de adulto) - O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros  asos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.A diabetes mellitus tipo 2 – anteriormente designada por diabetes mellitus não-insulino-dependente ou diabetes tardia – é umdistúrbio metabólico caracterizado pelo elevado nível de glicose no sangue no âmbito da resistência à insulina e pela insuficiência relativa de insulina.[2] Distingue-se da diabetes mellitus tipo 1, na qual se verifica a deficiência completa de insulina devido à destruição dos ilhéus de Langerhans no pâncreas.[3] Os sintomas clássicos são a sede excessiva, a micção frequente e a fome constante. A diabetes do tipo 2 corresponde a cerca de 90% dos casos de diabetes, correspondendo os restantes 10% à diabetes mellitus do tipo 1 e à diabetes gestacional. Pensa-se que seja a obesidade a principal causa da diabetes de tipo 2 em indivíduos geneticamente predispostos.
O tratamento inicial da diabetes de tipo 2 é feito através de exercício físico e alterações na dieta. Se estas medidas não diminuírem o nível de glicose no sangue, pode ser necessário recorrer à administração de medicamentos, como a metformina ou a insulina. Em indivíduos dependentes de insulina, torna-se normalmente necessária a realização de exames de rotina aos níveis de glicose no sangue.
A incidência da diabetes tem subido de forma significativa nos últimos 50 anos, em paralelo com a obesidade. No ano de 2010 existiam cerca de 285 milhões de pessoas afectadas pela doença, muito mais do que os 30 milhões de casos registados em 1985. Entre as possíveis complicações a longo prazo de níveis elevados de glicose no sangue estão as doenças cardiovasculares, os acidentes vasculares cerebrais, a lesão da retina provocada pela retinopatia diabética, a insuficiência renal e a necessidade de diálise e a má circulação sanguínea nos membros, o que pode levar à sua amputação. A complicação com cetoacidose é rara, já que se trata de uma característica da diabetes do tipo 1.[4] No entanto, pode ocorrer um coma hiperosmolar não cetótico.


 Dióxido de silício coloidal (sílica coloidal, sílica coloidal anidra, anidrido silício, Aerosil , Cab-O-Sil) - É obtida por hidrólise da fase de vapor de um composto de sílica. Apresenta-se como um pó submicroscópico amorfo, fino, não arenoso, leve, branco, higroscópico, inodoro e insípido com tamanho de partícula ao redor de 15 nm. Fórmula molecular: SiO2 PM:60,08 Propriedades: Solubilidade: praticamente insolúvel em solventes orgânicos, água e ácidos, exceto no ácido fluorídrico, solúvel em soluções aquecidas de hidróxidos alcalinos. Forma dispersão coloidal com a água. Fluxo: seu pequeno tamanho de partícula e grande área de superfície específica proporciona características desejáveis de fluxo. Emprego: Adsorvente, dessecante, deslizante (0,1 0,5%), agente suspensor (2,0 10%), agente de viscosidade (2,0 a 10%), agente anti-caking. O dióxido de silício coloidal melhora as propriedades de fluxo de pós. É empregado para aumentar a compatibilidade de misturas eutéticas, substâncias deliqüescentes e higroscópicas (USP Pharmacists Pharmacopeia, 2005). É também frequentemente adicionado em formulações de supositórios contendo excipientes lipofílicos para aumentar a viscosidade e prevenir a sedimentação durante a moldagem. É também utilizado como agente dispersante de líquidos em mistura de pós e como estabilizante de emulsões e espessante em géis e preparações semi-sólidas.
Estabilidade e estocagem: O dióxido de silício coloidal é higroscópico, mas adsorve uma grande quantidade de água sem se liquefazer.Quando utilizado em sistemas aquosos em pH de 0 a 7,5 é efetivo no aumento da viscosidade. Entretanto, em pH maior que 7,5 a propriedade de aumento de viscosidade do dióxido de silício coloidal é reduzidas e em pH maior que 10,7 esta propriedade é totalmente perdida devido à dissolução do dióxido de silício, formando silicatos. Deve ser acondicionado em recipiente bem fechado e armazenado em local seco.
Incompatibilidades: É incompatível com preparações contendo dietilestilbestrol.
Segurança: É amplamente utilizado em preparações farmacêuticas de uso oral e tópico, sendo considerado uma substância não tóxica e não irritante. Está incluído no Guia de Ingredientes Inativos do FDA para uso em cápsulas, comprimidos, suspensões, preparações transdérmicas e vaginais.


Dióxido de titânio -  é particularmente útil para o tratamento de água não potável. Funcionando como um filtro, o material é eficiente e tem baixo custo — evitando incrustações —, bloqueando a passagem de quaisquer contaminantes. Ao expor o dióxido de titânio ao sol, torna-se possível ainda separar o hidrogênio de águas não potáveis. O produto pode então ser utilizado como combustível em fábricas. De acordo com os criadores, a substância, atualmente, é capaz de gerar 1,53 milímetros de hidrogênio por litro de água, processo que toma uma hora. Trata-se de um desempenho três vezes melhor do que o dos tradicionais catalisadores de platina.O dióxido de titânio, também conhecido como o titânio (IV) ou óxido de titânia, é o óxido natural de titânio, com a fórmula química TiO2. Quando usado como pigmento, é chamado de titânio branco, pigmento branco 6 ou CI 77891. Tem uma vasta gama de aplicações, da pintura ao protetor solar, para o corante. Quando usado como um corante alimentar, tem o número E E171. A IARC (International Agency for Research on Cancer) atribuiu-o a categoria 2B (possivelmente carcinogênico para humano). O Dióxido de Titânio tem sido usado em alimentos, medicamentos e cosméticos desde pelo menos 1938. Foi listado provisoriamente na Emenda de Aditivos Corantes de 1960 (1960 Color Additive Amendment) e foi listado permanentemente em 1963. Seu uso é regulado sob uma das seguintes seções do Código de Regulamentos Federais, CFR Title 21:
·         Section 73.575-Alimentos
·         Section 73.1575-Drogas
·         Section 73.2575-Cosméticos
 É permitido em medicamentos e cosméticos, incluindo a área dos olhos sem limitações. Porém, o uso do Dióxido de Titânio está restrito ao 1% do peso nos alimentos. Também está aprovado na maioria dos países, muitos dos quais usam as especificações da WHO/FAO tal como é publicada na FAO Food & Nutrition Paper No. 52/1 and Z.





E
Excipientes -  são substâncias que auxiliam ao medicamento a ter a devida forma e eficiência farmacêutica.São empregados para proteger o fármaco, alguns contra oxidação e hidrólise. Eles também podem ser substâncias para a facilitação da administração e do processo de fabricação desse medicamento.Alguns fazem a diluição e "suporte" ao princípio ativo (que muitas vezes são muito potentes e tem que ser usados em concentrações muito baixas, por isso é necessário o excipiente para dar o volume necessário para o medicamento).Têm que ser substâncias que não reajam com o fármaco e farmacologicamente inertes.

Estearato de Magnésio - Adjuvante farmacotécnico, lubrificante. O estearato de magnésio é amplamente utilizada em comprimidos como lubrificante.A função primária do lubrificante é diminuir a fricção entre os grânulos ou pó. Lubrificantes em comprimidos são, porém, conhecido por aumentar o tempo de desintegração de comprimidos devido às suas propriedades hidrofóbicas.
Em laboratórios e em indústrias,a utilização adequada das quantidades de lubrificantes e a distribuição homogênea do mesmo na mistura deve ser necessário para alcançar uma produção de comprimidos com boa estabilidade. Por outro lado, uma quantidade excessiva de lubrificantes ou um tempo de mistura maior do que o necessário pode levar à um aumento do tempo de desintegração não previsto e à diminuição da dureza dos comprimidos.
O estearato de magnésio muito usado em cosméticos, alimentos, e formulações farmacêuticas. É usado principalmente como um lubrificante na cápsula, comprimido e em cremes barreira.A concentração normalmente usada é de 0.25-5.0%.
Este lubrificante é hidrofóbico e pode retardar a dissolução de um fármaco de fórmula sólida, a concentração mais baixa possível, portanto, é utilizado em tais formulações. A dissolução de cápsula também é sensível tanto para a quantidade de magnésio na formulação quanto no tempo de mistura, níveis mais elevados de magnésio e longos períodos de mistura pode causar a formação de barreiras de pó hidrofóbicas que não se dispersa após a dissolução da cápsula. Um aumento do coeficiente de variação da mistura e um decréscimo na velocidade de dissolução do comprimido granulado foi observado após a mistura de magnésio. A velocidade de dissolução do comprimido e a resistência diminuiu com o tempo de mistura aumentado;o magnésio pode também aumentar a friabilidade do comprimido. Portanto, o tempo de mistura do estearato de magnésio na formulação deve ser cuidadosamente controlada.
A existência de várias formas cristalinas de magnésio foi instituído. Um tri-hidratado, di-hidratado e anidro foram isoladas,e uma forma amorfa, foi observada. Embora a forma hidratada é estável na presença de umidade, a forma anidra absorve até 50% da umidade relativa e em altas umidades reidrata para formar o tri-hidratado; o anidro pode ser formada por qualquer dos hidratos secagem a 105 ° C.
Não ficou estabelecido que forma de estearato de magnésio possui as melhores propriedades lubrificante. Lotes comerciais de estearato de magnésio geralmente são constituídos por misturas de formas cristalinas. Propriedades físicas de magnésio pode variar entre os lotes de diferentes fabricantes porque as características do pó são influenciados pelas variáveis de fabricação. Variação das propriedades físicas dos diferentes lotes de magnésio de um mesmo vendedor também foi observado. Presumivelmente, devido a estas variações não foi possível correlacionar conclusivamente, o retardo da dissolução com a lubrificação. Algumas das propriedades físicas dos diferentes lotes de estearato de magnésio, tais como superfície específica, tamanho de partícula cristalina, assim como umidade e a composição de ácidos gordos foram correlacionadas com a eficácia da lubrificação. Redução nos efeitos causados pela dissolução do estearato de magnésio, em alguns casos, podem ser superados incluindo um desintegrante na formulação. Há indícios que sugerem que a natureza hidrofóbica do estearato de magnésio pode variar de lote a lote, devido à presença de água, da superfície ativa com impurezas tais como estearato de sódio. Lotes contendo concentrações muito baixas dessas impurezas demonstraram retardar a dissolução de um fármaco para um grau maior do que quando se usa lotes que contêm níveis mais elevados de impurezas. No entanto, outros estudos têm mostrado que elevado grau de pureza de magnésio foi tão eficaz como um lubrificante o material comercial.
F
G


Glicerol - também é chamado óleo doce álcool glicérico e glicerina. A glicerina comercial provém das fabricas de estearina que desdobram a graxa para obtenção do ácido esteárico empregado na fabricação de velas e também se obtém das substancias das fabricas de sabões concentrada a vácuo É um liquido xaroposo de sabor açucarado incolor ou ligeiramente amarelado. É solúvel em água e no álcool e insolúvel no éter e no clorofórmio tem variedade de aplicação em farmacologia utilizada para conservar a umidade em diversas substancias, na extração de diversas essências para formar líquidos incongeláveis e lubrificantes, na fabricação de conservas e outros.

Glimepirida - diminui as concentrações sanguinéas de glicose, principalmente pela estimulação da secreção de insulina.

H

Hipromelose (INN), abreviatura para hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), é um semi-sintético, inerte, viscoelástico dopolímero utilizado como um lubrificante oftálmico, bem como um excipiente e um componente de entrega controlada em medicamentos orais, encontrados numa variedade de produtos comerciais.
I
J
K
L

Lei no. 9787 de 1999 (Medicamento Genérico) - 

Lei nº 9.787, de 10 de fevereiro de 1999Altera a Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras providências.O PRESIDENTE DA REPÚBLICAFaço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:Art. 1º A Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, passa a vigorar com as seguintes alterações:"Art. 3º .............."XVIII – Denominação Comum Brasileira (DCB) – denominação do fármaco ou princípio farmacologicamente ativo aprovada pelo órgão federal responsável pela vigilância sanitária:XIX – Denominação Comum Internacional (DCI) – denominação do fármaco ou princípio farmacologicamente ativo recomendada pela Organização Mundial de Saúde:XX – Medicamento Similar – aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstica, do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em caracteristicas relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca:XXI – Medicamento Genérico – medicamento similar a um produto de referência ou inovador, que se pretende ser com este intercambiável, geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade, e designado pela DCB ou, na sua ausência, pela DCI;XXII – Medicamento de Referência – produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro;XXIII – Produto Farmacêutico Intercambiável – equivalente terapêutico de um medicamento de referência, comprovados, essencialmente, os mesmos efeitos de eficácia e segurança;XXIV – Bioequivalência – consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica composição qualitativa e quantitativa de princípio (s) ativo (s), e que tenham comparável biodisponibilidade, quando estudados sob um mesmo desenho experimental;XXV – Biodisponibilidade – indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem, a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina."Art. 57................"Parágrafo único. Os medicamentos que ostentam nome comercial ou marca ostentarão também, obrigatoriamente com o mesmo destaque e de forma legível, nas peças referidas no caput deste artigo, nas embalagens e materiais promocionais, a Denominação Comum Brasileira ou, na sua falta, a Denominação Comum Internacional em letras e caracteres cujo tamanho não será inferior a um meio do tamanho das letras e caracteres do nome comercial ou marca."Art. 2º O órgão federal responsável pela vigilância sanitária regulamentará, em até noventa dias:I – os critérios e condições para o registro e o controle de qualidade dos medicamentos genéricos;II – os critérios para as provas de biodisponibilidade de produtos farmacêuticos em geral;III – os critérios para a aferição da equivalência terapêutica, mediante as provas de bioequivalência de medicamentos genéricos, para a caracterização de sua intercambialidade;IV – os critérios para a dispensação de medicamentos genéricos nos serviços farmacêuticos governamentais e privados, respeitada a decisão expressa de não intercambialidade do profissional prescritor.Art. 3º As aquisições de medicamentos, sob qualquer modalidade de compra, e as prescrições médicas e odontológicas de medicamentos, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, adotarão obrigatoriamente a Denominação Comum Brasileira (DCB) ou, na sua falta, a Denominação Comum Internacional (DCI).§ 1º O órgão federal responsável pela vigilância sanitária editará, periodicamente, a relação de medicamentos registrados no País, de acordo com a classificação farmacológica da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – Rename vigente e segundo a Denominação Comum Brasileira ou, na sua falta, a Denominação Comum Internacional, seguindo-se os nomes comerciais e as correspondentes empresas fabricantes.§ 2º Nas aquisições de medicamentos a que se refere o caput deste artigo, o medicamento genérico, quando houver, terá preferência sobre os demais em condições de igualdade de preço.§ 3º Nos editais, propostas licitatórias e contratos de aquisição de medicamentos, no âmbito do SUS, serão exigidas, no que couber, as especificações técnicas dos produtos, os respectivos métodos de controle de qualidade e a sistemática de certificação de conformidade.§ 4º A entrega dos medicamentos adquiridos será acompanhada dos respectivos laudos de qualidade.Art. 4º É o Poder Executivo Federal autorizado a promover medidas especiais relacionadas com o registro, a fabricação, o regime econômico-fiscal, a distribuição e a dispensação de medicamentos genéricos, de que trata esta Lei, com vistas a estimular sua adoção e uso no País.Parágrafo único. O Ministério da Saúde promoverá mecanismos que assegurem ampla comunicação, informação e educação sobre os medicamentos genéricos.Art. 5º O Ministério da Saúde promoverá programas de apoio ao desenvolvimento técnico-científico aplicado à melhoria da qualidade dos medicamentos.Parágrafo único. Será buscada a cooperação de instituições nacionais e internacionais relacionadas com a aferição de qualidade de medicamentos.Art. 6º Os laboratórios que produzem e comercializam medicamentos com ou sem marca ou nome comercial terão o prazo de seis meses para as alterações e adaptações necessárias ao cumprimento do que dispõe esta Lei.Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Brasília, 10 de fevereiro de 1999, 178º da Independência e 111º da República.


Lactose monoidratada - A lactose é amplamente utilizada pela indústria farmacêutica como diluente na produção de comprimidos. De origem natural, pode ser modificada, física ou quimicamente, com facilidade . Kibbe  descreve a lactose como um dissacarídeo natural, composto por galactose e glicose, que é obtido por cristalização a partir do leite, o qual contém 4,4% a 5,2% de lactose. A lactose está disponível comercialmente em diversas formas, incluindo a a-lactose monohidratada (Figura 4), a a-lactose anidra e em menor extensão a b-lactose. A forma mais comum, comercialmente disponível, é a a-lactose monohidratada. Essa é obtida através da cristalização de soluções supersaturadas em temperaturas inferiores a 93,5 ºC. Noordik e colaboradores [59] relatam a estrutura cristalina da a-lactose monohidratada pertencente ao 34 sistema cristalino monoclínico, grupo espacial P21, com parâmetros de cela unitária a = 7,937(2) Å, b = 21,568(7) Å, c = 4,815(1) Å e b = 109,77(2)° . Outra forma de lactose, a b-anidra, é obtida nos processos de cristalização acima de 93,5 ºC. A b-lactose comercialmente disponível, normalmente contém 70% da forma b e 30% da forma a, sendo obtida através de processo de secagem por rolagem. Outros graus de lactose com quantidades mais elevadas da forma beta também são disponíveis no mercado. A lactose é composta de partículas cristalinas brancas ou quase brancas, é inodora e tem um sabor levemente adocicado. Como excipiente farmacêutico, é muito utilizada por sua ação aglutinante e diluente na produção de comprimidos e cápsulas e, de uma forma não tão usual, na preparação de formas farmacêuticas liofilizadas e alimentos pediátricos [52]. Para a produção de formas farmacêuticas sólidas, em especial os comprimidos, as lactoses cristalina e atomizada, são as mais adequadas. As formulações que apresentam lactose têm velocidades adequadas de liberação do fármaco e o tempo de desintegração não é afetado em função da variação de dureza desses comprimidos. Por outro lado, apresentam a desvantagem de formar compostos de cor marrom na presença de fármacos e outros excipientes que contenham grupamentos amina ou sais de compostos aminados. Isso ocorre facilmente com a porção amorfa da lactose, a qual também é responsável pela reação de descoloração. Assim, a lactose é incompatível com aminoácidos, aminofilina, e anfetaminas [60].


Losartana - A losartana é o princípio ativo de um medicamento indicado para o tratamento da pressão alta, vendido comercialmente com os nomes: Losartan, Corus, Cozaar, Torlós, Valtrian, Zart e Zaarpress. Este medicamento diminui a resistência dos vasos sanguíneos e melhora a circulação sanguínea. Dessa forma a pressão arterial se mantêm estável, alcançando o seu efeito máximo de 3 a 6 semanas, após o início da toma do medicamento


M


 Macrogol -  Polietileno-glicol. Macrogol são normalmente utilizados como laxantes, isto é, para tratar prisão de ventre, tanto em crianças e adultos. Eles são também utilizados como excipientes em produtos farmacêuticos, onde variantes de baixo peso molecular são utilizados como solventes em líquidos orais e cápsulas moles. variantes sólidos são usados como bases de pomadas,  revestimentos de película e lubrificantes.

Os tipos populares incluem:

macrogol 3350 [4]
Macrogol 4000 [5]
Macrogol 6000 [6]

O número representa o peso molecular médio do polietilenoglicol. Combinando diferentes pesos moleculares fornece algum controlo sobre a consistência. 

Maltodextrina -  é um suplemento, usado geralmente por quem faz academia pra dar mais energia. Assim como o guaraná, o açaí e outras fontes de energia, ela tem muito carboidrato, que quando consumido vira energia pro corpo. Mas é necessário insulina pra quebra-lo, então vc tem que fazer a correção com insulina regular ou rápida, pq é muito carboidrato e pode subir a glicemia. 

Converse com seu médico ou nutricionista pra ver como fazer a correção com qual tipo de insulina, porque pode até tomar sim, mas como é muito carboidrato eleva a glicemia, por isso precisa fazer a correção.

A Maltodextrina é um carboidrato complexo largamente utilizado nas indústrias de alimentos, farmacêutica, química etc. como veículo, excipiente ou até mesmo substituto do açúcar ou fonte de energia e carboidrato para nutrição esportiva. Apresenta 4 kcal/g e sabor levemente adocicado com fundo amiláceo.
Normalmente é obtida a partir da hidrólise do amido e pode ser simplificadamente definida como um polímero da glicose.
Os carboidratos são as principais fontes de energia do nosso organismo, correspondendo à maior parte das calorias ingeridas pelo ser humano. Em uma dieta saudável, o carboidrato deve representar em torno de 60% das calorias totais ingeridas, para que as proteínas não sejam desviadas de suas funções específicas (como construção dos tecidos musculares) para obtenção de energia.

Deste fato advém o crescente consumo e indicação da maltodextrina para praticantes de atividades físicas de resistência como a musculação e a corrida, suprindo a energia necessária durante estas atividades físicas, intensas e de longa duração, retardando a fadiga e evitando o catabolismo muscular (perda de músculos), através da gradual liberação de glicose para o sangue.
N
O
Óxido de Ferro Vermelho - Este pigmento é utilizado em diversos processos do sector da construção, como por exemplo: tintas, plásticos, resinas, cimentos, cal, ladrilhos, pintura artística, etc. Óxido de ferro (III) ou óxido férrico, também conhecido como hematita, óxido de ferro vermelho, ou simplesmente ferrugem, é o composto químico de fórmula Fe2O3. Possui propriedades paramagnéticas. O óxido férrico pode também ser obtido pela reação de óxido-redução

Óxido de Ferro Amarelo

P

Polietilenoglicol - Os Polietilenoglicóis são polímeros de baixo peso molecular obtidos a partir da reação de polimerização do Óxido de Etileno em presença de um iniciador (Etileno Glicol, Álcool ou Água) e também um catalisador. Os produtos obtidos desta reação são desde líquido viscosos até materiais sólidos. Sua fórmula geral é HO - (CH2 - CH2 - O) N onde N representa o número de grupos de Óxido de Etileno Presentes.Uma característica importante que os polietilenoglicóis apresentam é a higroscopicidade, ou seja, a habilidade de absorver e reter umidade, que é devida a presença do grupo funcional hidroxila. Outras características importantes são: alto ponto de fulgor, boa estabilidade térmica e baixa volatilidade. Por se tratarem de produtos não-iônicos, apresentam também boa resistência e dureza da água e sais metálicos. Comercialmente, seus derivados mais importantes são os ésteres de ácidos graxos, que são utilizados como: emulsificantes, dispersantes e detergente.  


Povidona - Termo médico, farmacêutico que designa um polímero polivinílico de peso molecular variado; utilizado como agente para suspensão e dispersão, além de veículo para fármacos; é também utilizado como dilatador do volume sanguíneo. C6H9NO - fórmula química - A polivinilpirrolidona (abreviadamente povidona ou PVP) é um polímero solúvel em água, formado por cadeias de múltiplas vinilpirrolidonas. Fórmula molecular: C6H9NO.Também forma ligações de hidrogênio com as moléculas de água. Quando seco ele é um pó levemente floculento, o qual absorve até 18% de seu peso em umidade do ar. Em solução, ele apresenta excelentes propriedades de umidificação e facilmente forma filmes (películas). Isto o faz bom como revestimento ou aditivo à revestimentos.O monômero é carcinogênico e é extremamente tóxico para a vida aquática; mas seu polímero (o PVP) em estado puro é completamente inofensivo. Não só é inócuo, como também é empregado como expansor do plasma sanguíneo em vítimas traumatológicas desde a metade do século XX.

Procoralan (ivabradina)  - é um medicamento para o coração, usado para tratar a angina de peito estável que causa dor de peito. É usado em doentes adultos que não toleram ou não possam tomar medicamentos para o coração chamados beta-bloqueantes. É também usado em combinação com beta-bloqueantes em doentes adultos que não tenham a sua condição completamente controlada com o beta-bloqueante e cuja frequência cardíaca seja demasiado alta (superior a 60 batimentos por minuto).
Q
R
S
Sulfonilureias - são fármacos que promovem a liberação de insulina a partir das células beta do pâncreas. Também conhecidos como secretagogos juntamente com as meglitinidas por aumentarem a secreção de insulina para o sangue. O tratamento crônico pode levar a uma concentração de insulina igualada com o início do tratamento. Nopâncreas, em células isoladas das ilhotas de langerans, são responsáveis por aumentar a liberação de insulina. As sulfoniluréias fecham os canais de potássio e promovem a despolarização das células Beta do Pâncreas, com esses canais fechados a quantidade de cálcio dentro da célula aumenta, isso estimula a exocitose dos grânulos de insulina ou Gogos .A mais antiga das sulfoniluréias usadas em medicina no Brasil é a clorpropamida e que atualmente está em desuso devido ao surgimento de substâncias melhores como a glibenclamida, gliclazida, glipizida e a glimepirida e que se encontram à venda no comércio brasileiro para administração oral.

Sulfonamidas -  Em química, as sulfonamidas (sulfanilamidas) são as amidas de ácidos sulfônicos, de fórmula geral –SO2NHR–.[1]. Em farmacologia, as sulfonamidas são um grupo de antibióticos sintéticos usados no tratamento de doenças infecciosas devidas a microorganismos. As sulfonamidas são inibidoras competitivas da enzima bacteriana sintetase de dihidroperoato (são análogos do seu substracto o ácido para-aminobenzóico — PABA). A enzima catalisa uma reacção necessária à síntese de ácido fólico (o ácido fólico é necessário para a síntese de precursores de DNA e RNA) nas bactérias.Como as células humanas obtêm o seu ácido fólico da dieta, e não possuem a enzima, não são afectadas. As bactérias, no entanto, são incapazes de absorvê-lo, e precisam produzi-lo, logo elas são afectadas nas doses usadas e param de se reproduzir.

T
U
V
W
X
Y
Z

Nenhum comentário:

Postar um comentário